Você assiste TV e pode receber todos os dias notícias de denúncias de corrupção no governo, desvio de verbas e de dinheiro público, e as consequências disso tudo. Quem leva a pior é o povo. É fácil para todos atacarmos "moralmente" políticos, pois estes nos devem satisfações. Por que não atacamos moralmente bandidos? criminosos? estupradores? assassinos com a mesma frequência e intensidade com que fazemos em relação a políticos? Estatística da ONU registra que o Brasil é recordista de homicídios anuais. Por que se matam tantas pessoas aqui no Brasil? Esse problema é devido a quantidade imensa de armas ilegais? Não, Bené Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil e especialista em Segurança Pública já provou que não. Um revolver calibre .380 Auto ou .380 ACP (Automatic Colt Pistol) não faz absolutamente nada se for deixado encostado num canto. Revolver não é personalidade, não tem psique, não toma decisões. Se eu matar alguém, é porque decidi fazer isso, e o revolver, a pistola, carabina, faca, pau, só foram meios dos quais tomei posse para tal finalidade.
Em todos os canais de TV aberta, no Brasil, esses repórteres de merda, essa gente estúpida que precisa garantir o IBOPE da emissora onde trabalha e, por conseguinte, seu próprio emprego, só fazem obscurecer o entendimento das coisas. Ao entrevistar um assassino perguntam: Por que você matou fulano? Isso é pergunta que se faça? Normalmente as situações são bem claras pelas imagens que nos chegam: ladrões algemados, traficantes, estupradores, delinquentes, ou pessoas como eu e você, pois também possuímos muitas chances de cometer erros graves e trágicos em nossas vidas. Meu cunhado matou o homem bêbado que atropelou e matou sua esposa. Esse sujeito estava embriagado já pela manhã, em janeiro de 2008, quando avançou com seu Corcel a calçada e acertou a mulher de meu cunhado no portão desua casa. Ela ficou esmagada embaixo do motor, enquanto esse filho da puta tentava dar marcha ré, para escapar. Dois meses depois ele estava bebendo num bar, como se nada houvesse ocorrido em sua vida e na vida que tirou. Meu cunhdo foi até lá, ao bar onde o assassino bebia, e o matou com três tiros. Nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida de outro ser humano, porém, nesse caso, como você reagiria? Eu não sei, realmente, como eu reagiria. Meu cunhado teve uma boa razão para matar um homem, embora ele nunca tenha esse direito.
Bom... se uma pessoa mata outra é por que, no mínimo, essa pessoa decidiu fazer isso. Uma pessoa pode ter muitos motivos para matar outra pessoa, desde a legítima defesa, quando, por exemplo, meu avô matou dois homens que entraram armados em sua casa, sem sua permissão e dispostos a matar nossa família para roubar. Até uma mulher que decide abortar seu filho por uma justificativa qualquer está decidindo matar. Aliás, aborto é a palavra errada, é FETICÍDIO, uma palavra bem desconhecida e que se atrela a homicídio.
A diferença entre meu cunhado e um traficante é bem evidente, meu cunhado matou uma vez, para vingar a morte estúpida de sua espôsa, e um traficante pode matar sempre por seus próprios interesses, muitas vezes pelas coisas mais banais, Tal como fez Fernandinho Beira-Mar, como um carrasco nazista, um agente soviético ou um comunista da Coluna Prestes, ou seja, existem muitas pessoas para as quais as outras são moscas.
Não matar não é apenas um mandamento, não é proibição moral, normativa, é reconhecimento de um direito inviolável de todo homem. Só Deus dá vida e só Deus a tira. Quem tira, sem saber se deve ou não fazer isso, terá de se explicar depois. Agora: quem, algum dia, na história da humanidade, que matou outra pessoa, sabia realmente se estava fazendo o certo?
Um pai que defende sua família, dentro de casa, matando um assaltante, está bem próximo de saber o que faz, pois ele pode não ter escolha, num momento de puro desespero quando um vagabundo qualquer, muitas vezes movido por um vício incontido em drogas pesadas, ataca sua família de maneira truculenta, sem respeitar absolutamente nada, sem que sua mulher ou seus filhos possam defender-se. Porém, numa outra situação ele pode conversar com o assaltante, pode apenas ameaçá-lo, pois ele, como pai de família, como homem correto, não "DECIDIU" ganhar seu pão pelo crime, nem tirar o que é dos outros para satisfazer-se. Entretanto, uma pessoa que entra sem permissão na casa de outra, para pegar para si o que não é dela, e está disposta até a matar quem estiver em seu caminho para isso, esse tipo de gente sabe muito bem o que faz, e como faz. Um homem honesto pode vencer um inimigo de várias maneiras e tentar poupar-lhe a vida, mas um assaltante, um criminoso armado não está muito disposto a negociar.
domingo, 20 de novembro de 2011
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