Buscar a verdade também é buscar correção...
Corrigir meus erros de língua portuguesa também é busca pela verdade.
Arrependo-me de meus pecados, do mal que faço, apenas pelo medo da punição?
Bom, mas Deus perdoa até assassinos...
Perdoa criminosos de todos os tipos...
Perdoa as piores coisas que podemos fazer...
“Amai vossos inimigos... Porque o pai fez nascer o sol sobre os justos e os injustos...” Mateus Cap. V, vers. 44, 45.
Não desejo adotar uma vida de santo.
O que farei então com minha maldade?
Prestar muita atenção a ela pode ser um bom começo.
Não posso simplesmente fazer o bem a partir do momento em que compreendo o que o bem é?
Melhor dizendo... Fazer o que é certo não é estar em compromisso com a verdade? Ou próximo a ela?
Será que estou dedicando-me ao conhecimento, à minha família, aos exames de consciência diários, simplesmente por que minha religião, minha crença mo exige sob ameaça de danação eterna?
Fazer o bem para ir para o céu? Putz!
É melhor fazer o bem, mesmo que Deus decida mandar-me para o inferno.
Allah comanda! Disse Raskolnikov.
Não posso simplesmente ter desejo de fazer o bem, mesmo partindo-se da hipótese de que não haja nenhum Deus misericordioso?
Se não há vida após a morte, se não houver justiça ou juízo final, punição aos injustos e, sobretudo, punição para minha maldade, tudo isso são motivos suficientes para eu não fazer o bem?
A obra divina acontece sempre, sem interrupção, é uma corda que vibra perenemente em tensão e perfeição, e não posso interferir. Se Deus permitir que eu sofra, e estando eu já bem informado sobre as coisas certas, não poderei revoltar-me, por já sei que a vontade dele prevalece, uma corda também vibra em alta tensão dentro de mim perenemente, e que devo agir certo, seja na prosperidade, seja na adversidade.
Não pretendo, com todo esse falatório, pregar anarquia ou independência do homem sobre Deus ou Cristo.
Quero isolar o homem e testá-lo como o demônio testou Jesus.
Da capacidade de perceber o certo dentro de si, sem consultas aos livros sagrados, sem receber conselhos de ninguém, sem nenhuma colher de chá, proponho um encontro da experiência de cada homem com o testemunho da verdade nos Evangelhos.
Ou seja, o homem deve ler os evangelhos para confirmar o que já existe de bom dentro de si, antes de havê-los lido.
Quero pregar o exílio do homem de todos os bons princípios religiosos, culturais, morais, éticos. Quero deixá-lo nu de todas essas coisas e ver o que sobra.
Olavo de Carvalho chamou a atenção para a dimensão da consciência moral autônoma do homem.
Esse é o melhor teste para a capacidade do homem para a verdade, e para o bem.
Se estivermos sem mais nenhuma esperança na vida...
Se a frase: “bom, já estou ferrado mesmo...” martelar-nos a memória o tempo todo,
Se estivermos com forte impressão de estarmos iludidos, de nada existir além da morte, de não existir justiça nem punição, ao menos podemos ser fiéis à nossa capacidade para fazer o bem.
Se existe capacidade para o bem, então o bem existe, e ele tem um Autor originário.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Do abismo invisível para o abismo visceral
Procurando por minha alma imortal
A evidência me acompanha o tempo todo, nas coisas que testemunho, nas coisas que experimento, nas coisas que sinto na carne, e não me dou conta dela, ou não quero me dar conta.
Faço um exercício:
Quantas coisas boas eu foi capaz de desejar durante o dia de hoje?
Quantas coisas ruins desejei hoje?
O dia já está quase em seu fim, e não me dei conta da enxurrada de sentimentos, desejos e pensamentos que transitaram em mim.
Mas como eu posso saber distinguir entre o que é bom e o que é ruim?
........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
Devo consultar meus princípios...
Quais são eles?
O que eu fui capaz de estabelecer para mim mesmo como princípios e virtudes a serem cultivadas, para buscar ser alguém melhor?
Muitas coisas estabeleci, e muito poucas cumpri.
Sou mais ruim do que bom...
Esqueço quem sou, ou quem deveria ser, muitas vezes, numa só hora.
Se as pessoas que eu amo vivessem no meu íntimo, no cerne de minha alma, nas minhas entranhas, sofreriam a tirania de minhas desconfianças vãs. Seriam seres atormentados como num inferno visceral... digeridos pela minha mania de pensar demais.
Dostoievski tinha razão, pensar demais é um tipo de doença, que se transforma num torpor...
O que está no espírito afeta a carne.
A evidência me acompanha o tempo todo, nas coisas que testemunho, nas coisas que experimento, nas coisas que sinto na carne, e não me dou conta dela, ou não quero me dar conta.
Faço um exercício:
Quantas coisas boas eu foi capaz de desejar durante o dia de hoje?
Quantas coisas ruins desejei hoje?
O dia já está quase em seu fim, e não me dei conta da enxurrada de sentimentos, desejos e pensamentos que transitaram em mim.
Mas como eu posso saber distinguir entre o que é bom e o que é ruim?
........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
Devo consultar meus princípios...
Quais são eles?
O que eu fui capaz de estabelecer para mim mesmo como princípios e virtudes a serem cultivadas, para buscar ser alguém melhor?
Muitas coisas estabeleci, e muito poucas cumpri.
Sou mais ruim do que bom...
Esqueço quem sou, ou quem deveria ser, muitas vezes, numa só hora.
Se as pessoas que eu amo vivessem no meu íntimo, no cerne de minha alma, nas minhas entranhas, sofreriam a tirania de minhas desconfianças vãs. Seriam seres atormentados como num inferno visceral... digeridos pela minha mania de pensar demais.
Dostoievski tinha razão, pensar demais é um tipo de doença, que se transforma num torpor...
O que está no espírito afeta a carne.
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