Procurando por minha alma imortal
A evidência me acompanha o tempo todo, nas coisas que testemunho, nas coisas que experimento, nas coisas que sinto na carne, e não me dou conta dela, ou não quero me dar conta.
Faço um exercício:
Quantas coisas boas eu foi capaz de desejar durante o dia de hoje?
Quantas coisas ruins desejei hoje?
O dia já está quase em seu fim, e não me dei conta da enxurrada de sentimentos, desejos e pensamentos que transitaram em mim.
Mas como eu posso saber distinguir entre o que é bom e o que é ruim?
........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
Devo consultar meus princípios...
Quais são eles?
O que eu fui capaz de estabelecer para mim mesmo como princípios e virtudes a serem cultivadas, para buscar ser alguém melhor?
Muitas coisas estabeleci, e muito poucas cumpri.
Sou mais ruim do que bom...
Esqueço quem sou, ou quem deveria ser, muitas vezes, numa só hora.
Se as pessoas que eu amo vivessem no meu íntimo, no cerne de minha alma, nas minhas entranhas, sofreriam a tirania de minhas desconfianças vãs. Seriam seres atormentados como num inferno visceral... digeridos pela minha mania de pensar demais.
Dostoievski tinha razão, pensar demais é um tipo de doença, que se transforma num torpor...
O que está no espírito afeta a carne.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário